terça-feira, 1 de junho de 2010

Aos saudosistas!

Uma dose do veneno saudosista!
Duas rodadas de saudosismo absoluto
do mais puro!
Ah, sou saudosista sim, meu caro!
Como sinto saudades
das tardes ensolaradas,
dos cavalos suados
desencilhados.
Sou saudosista, admito.

Ah, doces parrerais.
Saudades das uvas suculentas.
Como eram suculentas as noites!
Saudosismo derivado do mate.
Era mais amargo.
Era mais convidativo o calor do fogão.
Ah, saúdo a todos esses momentos.

Estradas e quebradas infindas,
trotes e pelegos ao longo da estância.
Os peões cantarolando folclore...
Ah, saudosista sim. Senhor!
Das missas campais!
Oh meu tempo que não volta jamais!
Saudosista sim, meu caro.




________________Camila P.

Um comentário:

  1. É muito perfeita essa tua poesia."Como sinto, saudades,das tardes ensolaradas,dos cavalo suados, desencilhados."*-* Lembra de como ser gaúcho nao tem preço. Continua assim amor, tuas poesias estao cada vez melhores. Tu sabe, voce foi, é e sempre será a minha inspiração para escrever( viver tambem :P)

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